O que funcionou para o Obama pode não (e não vai mesmo!!) funcionar para o Brasil

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2010. As Eleições das mídias sociais!

É o que mais a gente lê e ou ouve por aí! Estamos no período de pré-candidaturas em buscas das alianças e o cenário político começa a se moldar e é inegável que o uso estratégico da Internet seja alvo do staff de cada candidato.

Eu pessoalmente acredito fortemente na rede como fonte de disseminação e discussão de temas dos mais variados possíveis, mas confesso que quando o assunto é política o meu desânimo impera.

É triste ver a chamada “Obamisação” do processo político. Há um descarado “copy paste” da campanha do presidente americano Barack Obama como caminho do Eldorado para as Eleições de 2010!! A sua campanha foi calcada em redes sociais, mas sobretudo muito bem articulada nos bastidores no sentido estratégico. Não faltou plano de governo bem pensado e o tradicional corpo à corpo. Não basta criar um dúzia de perfis nas redes sociais e sair postando cada movimento para motivar um eleitor a votar no candidato. É preciso conteúdo, e isso fica claro com o atual movimento que vemos até então.

Recentemente num encontro com vários blogueiros a pré-candidata Marina Silva conversou sobre a contribuição da internet na ampliação dos processos de transparência das ações de governo e conforme a repercussão no Twitter do próprio evento ficou claro que ela pouco falou. Já a pré-candidata Dilma Rousseff teve alguns episódios constrangedores na rede com estratégias mal pensadas o que quase culminou com o afastamento do seu coordenador Marcelo Branco.

O fato é que ainda não é possível fazer um raio-x dessa campanha sob a ótica das redes sociais, mas o que eu já posso adiantar é que o Brasil não é os Estados Unidos e nem está no mesmo cenário que o da eleição americana. E ao oficializar a candidatura da Dilma Russeff com uma logo inspirada no da vencedora campanha americana para mim é um mau sinal!

3 thoughts on “O que funcionou para o Obama pode não (e não vai mesmo!!) funcionar para o Brasil

  1. Sem dúvidas as tecnologias como SMS e as mídias sociais não terão o mesmo efeito em arrecadar doações e votos como conseguiu Barack Obama nos EUA. Embora o Brasil tenha um grande público internauta, existe uma pequena consciência política, e a massa não tem interesse em acompanhar a trajetória dos candidatos. Infelizmente nessa eleição ainda vai pesar muito os votos da massa, que não se informa e é facilmente manipulada por campanhas milionárias. O uso das redes sociais e blogs dos candidatos é mais por medo de ficar de fora da nova onda, e serem surpreendente derrotados, como aconteceu com os adversários de Obama. De qualquer forma a internet é um recurso barato, uma boa forma para candidatos como Marina Silva, que não tem tantos recursos, disseminar sua campanha para muito mais pessoas do que seria possível sem a web 2.0. Também é interessante o Brasil começar a construir seus cases de campanhas web 2.0, pois em breve essa estratégia vai ser efetivamente decisiva.

  2. A miopia dos profissionais da mídia me impressiona.

    Os acessores de Obama souberam usar as redes sociais online, mas o que o elegeu foi claramente a combinação do mito com o eco dos anseios comuns aos americanos: eles precisavam de um herói sincero e comum que se levantasse das massas e dissesse que ELES PODIAM!

    O trabalho nas mídias sociais se resumiu a permitir que as pessoas construíssem seus remixes dessa mitologia.

    A única personalidade com características semelhantes no Brasil é a Marina Silva, mas ela tem problemas sérios com sua religiosidade e por não parecer estar pronta para construir o governo junto com os brasileiros o que, ao meu ver, é o anseio maior em nosso país.

    Até o momento eu duvido que aconteça aqui algo próximo ao que houve nos EUA, vamos ver…

  3. Creio que mais do que redes sociais, existia um contexto histórico fortíssimo que fez com que o Obama fosse o cara certo, no momento certo, no país certo. O modelo estadunidense estava claramente naufragando, gerando uma crise de autoestima total ao país e aí surgiu ele. Foi um golpe de mestre, realmente e nisso, creio que as redes sociais foram apenas um instrumento de disseminação disso. Atribuir às redes sociais a eleição dele, acho balela, mas é fato de que existia uma massa querendo, em uníssono, uma mudança, uma solução. E ele era isso.

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